06/05/2011

Apesar e elevação nos preços dos combustíveis, Trip vai ampliar frota e malha aérea

06/05/2011

da redação

A Trip vai aumentar o número de rotas a partir de São José dos Campos, cidade no interior de São Paulo. O presidente executivo da companhia, José Mario Caprioli, adiantou que a rota será anunciada entre julho e agosto. “Acreditamos no aeroporto de São José dos Campos e provamos é possível fazer trajetos de sucesso a partir dele”, afirmou Caprioli.

A companhia também pretende ampliar no número de destinos a partir de Belo Horizonte (MG) para até 12 cidades. Hoje, são nove. Ele explicou que as rotas que funcionam há mais tempo e tem público cativo deixarão de ser operadas com ATRs e passarão a ser operadas pelos E-Jets E-175 ou do E-190, entregue nesta quinta-feira (05/05) pela Embraer.

Caprioli também afirmou que a Trip pretende fechar este ano com 55 aeronaves. "Hoje estamos com 45, e uma de nossas metas é chegar ao ano da Copa com 100. Isso será possível graças à importância do evento". Ele disse que a empresa iria incorporar 57 aeronaves este ano, mas não houve disponibilidade de entrega no mercado.

O executivo revelou preocupação com a escalada dos preços dos combustíveis e afirmou que, se os custos continuarem a subir, a companhia vai repassar isso para o cliente por meio das tarifas aeroportuárias. Caprioli afirmou que os resultados dos últimos dois meses estão sendo comprometidos em 3%, por causa dos preços dos combustíveis. Apesar disso, o faturamento anual não será afetado. “Mesmo com uma possível mudança no cenário econômico, e com a aquisição de novas aeronaves, continuamos com a meta de faturamento de R$1,3 bilhão", garantiu.

Questionado sobre as operações de cobertura dos preços dos combustíveis, Caprioli informou que companhia tem a intenção de fazer contratos de hedge. “Não fazíamos antes, pois os ATRs consomem menos combustível. Com a renovação da frota, estamos estudando a possibilidade”. Ele disse que a companhia pensa fazer operações de hegde para 30% de seu consumo de combustível, mas que não vai tomar nenhuma decisão precipitada. “Este não é o momento.Vamos esperar o mercado se equilibrar”, alegou.

Fonte: Revista Aero Magazine

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