03/09/2011

Boeing anuncia versão remotorizada do 737

Qua, 31 de Agosto de 2011 12:51


A Boeing anunciou na terça-feira (30/08) o lançamento da versão remotorizada do 737, o 737 MAX, que tem entrada em operação prevista para o ano de 2017.

A aeronave, cujas variantes foram batizadas de 737 MAX 7, 737 MAX 8 e 737 MAX 9, é a resposta da Boeing para o Airbus A320neo, anunciado pela fabricante européia em Dezembro de 2010 e que tem entrada em operação prevista para o ano de 2016.

O mais novo 737, que utilizará uma versão dos motores CFM LEAP-X a ser desenvolvida especialmente para o avião, o CFM LEAP-1B, será segundo a Boeing 4 % mais econômico do que o A320neo no que se refere ao consumo de combustível e, até o momento, já conta com compromissos de cinco companhais aéreas para um total de 496 aviões.

Os números são expressivos, porém não se podendo avaliar melhor a questão do consumo uma vez que são estimativas para motores e aviões que somente entrarão em operação dentro de alguns anos, ao se olhar para a quantidade de compromissos já firmados pela Airbus para o seu avião remotorizado fica claro que a Boeing está pagando pela demora de mais de 8 meses em relação à concorrente para anunciar o seu avião.

Atualmente ocupando a liderança do mercado entre os fabricantes de aviões comerciais, a Airbus que já produz mais aviões anualmente do que a Boeing possui compromissos de diversas companhais aéreas para mais de 1000 unidades do A320neo.

Enquanto a Boeing procura recuperar o terreno perdido, aguarda-se agora a divulgação das características técnicas do 737 MAX, em especial para se saber quais serão as mudanças necessárias para que o avião possa receber os novos motores.

Cabe ressaltar que um dos motivos que atrasaram o lançamento do avião e fizeram a Boeing até mesmo cogitar o desenvolvimento de um projeto completamente novo foram as dificuldades impostas para colocar os novos motores do tipo ultrahigh bypass ratio sob as asas do 737 que, ao contrário do A320, não possui altura livre suficiente entre as asas e o solo para receber tais motores.

Essa dificuldade técnica que precisará ser contornada pela Boeing deve-se ao fato dos novos motores possuírem um diâmetro maior do que os atualmente utilizados em suas aeronaves, sendo esse um dos principais motivos que fazem tais motores proporcionarem um menor consumo de combustível.

Para se ter uma idéia da diferença em relação ao consumo, a Boeing estima que para uma frota de 100 aeronaves, quando comparado aos seus concorrentes diretos mais econômicos em operação atualmente, o 737 MAX proporcionará uma redução de 79,5 toneladas no total anual de combustível utilizado, o que significa uma economia de US$ 85 milhões.

Fonte: Contato Radar
Vídeo: YouTube
Imagens: Boeing

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