30/10/2010

Presidente da Embraer defende investigação de companhias aéreas chinesas


da Redação
O presidente da Embraer, Frederico Curado, afirmou que é necessária uma maior fiscalização internacional sobre as companhias aéreas chinesas, pois elas podem estar recebendo ajuda ilegal do governo. Para Curado, um dos maiores desafios da indústria de aviação é justamente impedir subsídios ilegais e outras formas de ajuda governamental que violem padrões internacionais de concorrência.

A Embraer, que é a quarta maior fabricante de aviões do mundo, pode fechar sua fábrica na China. Curado disse que, se a empresa não vender nenhum novo avião ao mercado chinês até março de 2011, será obrigada a repensar sua estratégia no país. Mas o executivo insistiu que uma decisão final de fechar a unidade ainda não foi tomada. No entanto, um dia antes da declaração de Curado, o vice-presidente executivo para o mercado de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, havia dito que a empresa iria fechar a unidade no país. "Não temos perspectivas de continuar a produção", comentou.

A Embraer entrou, em fevereiro deste ano, com uma queixa contra Bombardier, por receber ajuda ilegal na construção do seu novo jato. Depois, em abril deste ano, a Embraer acusou a Bombardier de receber subsídios para lançar uma nova série de aviões. As companhia são concorrentes diretas

Em março deste ano, a Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou a Airbus por utilizar recursos estatais, de forma ilegal, para a fabricação de novos modelos de aeronaves. O processo foi aberto pela Boeing. A Airbus também entrou com uma ação contra a Boeing pelo mesmo motivo.

Fonte: Revista Aero Magazine

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